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PRODUÇÃO DE SERICICULTURA CONTEMPLA 100 PRODUTORES CONTRIBUINDO PARA O DESENVOLVIMENTO AGRICULTURA FAMILIAR

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A sericicultura – criação de bicho-da-seda – é uma atividade integrada (indústria-sericicultor), abrangendo o cultivo da amoreira (Morus sp.), iniciando com a obtenção dos ovos pelas indústrias até o cultivo das lagartas no campo pelos agricultores familiares. A espécie Bombyx mori L. (Lepidoptera: Bombycidae), que se alimenta exclusivamente da amoreira, contribui com 95% da produção total de fios 2 www.pr.gov.br/seab - (41) 3313 4000 de seda utilizados na confecção dos diferentes tipos de tecidos (WATANABE; YAMAOKA; BARONI, 2000). O bicho-da-seda é originário da China e há cerca de 5.000 anos vem sendo criado pelo homem para obtenção de fios de seda. Da China, o inseto foi introduzido no Japão, Turquestão e Grécia. Em 1740, o bicho-da-seda passou a ser criado na Espanha, França, Itália e Áustria. Em 1848 ocorreu a introdução da sericicultura no território brasileiro no Estado do Rio de Janeiro e, em 1922, na cidade de CampinasSP, onde foi criada a Indústria de Seda Nacional S.A.. A partir da década de 30, a sericicultura tornou-se uma importante atividade para a agroindústria brasileira e, atualmente, o Estado do Paraná é o maior produtor nacional de casulos verdes de
bicho-da-seda.

 

presente trabalho tem por objetivo analisar a conjuntura econômica em que a sericicultura paranaense se insere, visando dar subsídios aos atores da cadeia para tomada de decisão. Este trabalho está dividido em quatro partes: conjuntura mundial, abrangendo a produção e o comércio; conjuntura brasileira, envolvendo a produção e as exportações; conjuntura paranaense, aprofundando a produção, os preços e os custos no Paraná; e considerações finais.
2 CONJUNTURA MUNDIAL
A seda crua é uma importante commodity internacional comercializada nos principais mercados de commodities de Nova Iorque, Lion e Londres. O Japão costumava dominar o mercado mundial de seda com a sua posição de liderança nas exportações, seguido de China e Coréia. Desde 1869, a China ampliou sua posição no mercado internacional e o Japão inverteu sua posição, emergindo como um líder
nas importações de seda crua. O mercado mundial de seda crua também é abastecido por diversos outros países, menores produtores de seda crua, tais como Coréia e Brasil. Os outros dois principais, Índia e CEI1 (Comunidade dos Estados Independentes) consomem toda a sua produção e importam uma quantidade significativa da China (DATTA & NANAVATY, 2007).